Comunidade quer construir altares para combater o lixo

Ideias criativas e de envolvimento comunitário há muito tempo vem sendo desenvolvidas na comunidade do Gesso. A nova ideia agora é construir “altares de santo” para combate o descarte de lixo.




 O lixo é uma problemática ocasionada por uma série de fatores, como a ausência de uma política sistematizada de educação ambiental, falta de recursos dos moradores para fazer o descarte correto como é o caso de entulhos e número reduzido de fiscais para aplicabilidade das penalidades dos crimes ambientais. A comunidade do Gesso, tem uma forte ligação com o catolicismo popular. São rezados terços nas residências e realizadas coroações e renovações. A ideia de construir altares para combater o lixo, já é uma experiência que deu certo na comunidade. Foi instalado um altar para Santa Luzia, entre as ruas São Francisco e 7 de Setembro, onde antes funcionava um ponto para descarte de lixo, hoje o local virou um ponto de integração comunitária, onde as pessoas se reúnem para orar e fazer suas meditações individuais. O altar de Santa Luzia foi uma iniciativa da moradora Gisélia Tertulino e que contou como apoio da comunidade. Para a líder comunitária, que faz parte do Terreiro do Mestre Roxinha, Rosenana Saraiva, a construção dos altares é uma forma de envolver os moradores e destaca que isso possibilitará que as pessoas evitem jogar lixo numa imagem religiosa. “As pessoas têm um certo respeito pela religião” enfatiza Rosenana. Elecilda Rodrigues, que é uma das cuidadoras do Sítio Urbano do Gesso, ressalta que ter uma estátua na comunidade é mais um benefício e diz que a religião é algo forte no local e que une as pessoas. Ela ressalta que os altares podem ser muito eficaz no combate ao lixo e acredita que será ponto de encontro da comunidade e algo protegido por todos.    Edilania Santos, empreendedora local, acredita que os altares serviram tanto para o processo de evangelização como para a conscientização da população em manter a comunidade organizada. Ela diz que isso pode se tornar uma referência para a cidade, no sentido de apresentar formas próprias de se organizar comunitariamente.           Para o presidente do Museu e Escola de Artes Raimundo de Canena, o professor Andson Andrade, é possível estimular a comunidade e diminuir os impactos decorrente do descarte inadequado do lixo. Ele acredita que a construção de um segundo oratório pode trazer novos horizontes para comunidade do Gesso. São Francisco deverá ser o santo católico a ganha espaço de oração na localidade.   O Coletivo Camaradas encaminhou documento ao Governo Municipal solicitando o material para construção dos Altares que deverão ser construídos pela própria população.

Carregar mais Posts Relacionados
Carregar Mais Por Luca Souza
Carregar Mais Em Ação Social

Sobre Luca Souza

Estagiário no setor de criação de conteúdo do Foobá

Últimas

Assine nossa newsletter e receba nossas novidades por email

Mantemos os seus dados privados e os compartilhamos apenas com terceiros que tornam este serviço possível. Leia nossa política de privacidade.