Mamonas Assassinas: 24 anos de saudades

O único álbum de estúdio gravado pela banda, lançado em junho de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil

No dia 2 de março de 1996, o Brasil acordava com uma notícia trágica; um acidente de avião ocorria em SP e o país perdia um dos maiores fenômenos da história da música brasileira: a banda Mamonas Assassinas. O grupo estava em seu auge e o acidente chocou o país.

Mamonas Assassinas, anteriormente chamada de Utopia, foi uma banda brasileira de rock cômico formada em Guarulhos em 1989. Seu som consistia numa mistura de pop rock com influências de gêneros populares, tais como sertanejo, brega, heavy metal, pagode romântico, forró, música mexicana e vira. O único álbum de estúdio gravado pela banda, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil, sendo certificado com disco de diamante comprovado pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD). Com um sucesso “meteórico”, a carreira da banda (sob o nome Mamonas Assassinas) durou um ano e meio, de outubro de 1994 a 2 de março de 1996, quando o grupo foi vítima de um acidente aéreo fatal sobre a Serra da Cantareira, o que ocasionou a morte de todos os seus integrantes, causando grande comoção nacional. A banda continuou influenciando a cena musical nacional e sendo celebrada mesmo décadas após seu fim.

Muita gente se pergunta como o Mamonas conseguiu atingir tanto sucesso entre todas as faixas etárias e sociais da nossa população, mesmo com canções “politicamente incorretas” que não deveriam tocar em rádios, por conta dos palavrões (e mesmo sendo formada pelos mesmos integrantes do “fracassado” grupo Utopia), e como se tornaram ídolos do público infantil.

Segundo a crítica especializada, a fórmula de sucesso do grupo estava calcada em letras de humor escrachado e canções ecléticas, de apelo pop, que parodiavam estilos diferentes, como rock, heavy metal, brega e até o vira português, entre outros. Para Rafael Ramos, produtor musical que descobriu os Mamonas, “tinha muita coisa estourando na época, mas ninguém fazia algo tão engraçado. O que veio depois era cópia. Eles eram muito carismáticos e, além disso, chegaram antes de muita gente”.

Outra questão levantada é qual o legado deixado por eles, já que as letras de suas canções eram apelativas – como a de “Robocop Gay”, que sofreu duras críticas de grupos LGBTs – e mesmo sofrendo duras críticas da mídia especializada, e mesmo sendo tachados de ridículos e palhaços da canção pela crítica especializada.

Para muitos, a alegria e o humor irreverente, marcas do comportamento de seus jovens integrantes, liderados pela comédia natural do vocalista, aliado a letras irreverentes, figurinos exóticos e performance estilo pastelão, foi o legado deixado pelo grupo.

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Sobre Erika Souza

A menina louca. Deixo essa definição, pois meu entusiasmo pode parecer loucura. Atuo com comunicação, eventos e desenvolvimento pessoal. Com o convívio a gente se conhece mais.

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