Prodança e Porto Iracema realiza lives sobre história, identidades e diversidade da dança cearense

Bate-papos acontecem no Canal do YouTube da Porto Iracema das Artes, sempre às 19h, durante três semanas seguidas. Iniciativa é parte da pesquisa do artista Victor Hugo Portela e marca parceria da Escola com a Prodança




Cultura, Teatro

As histórias e perspectivas múltiplas de quem faz e vive a arte da dança no Ceará serão tema de debate durante a programação do aniversário de 8 anos da Escola Porto Iracema das Artes, em agosto. “Entre Telas – Traçados de dança no tempo: perspectivas do Ceará” reunirá grandes nomes da dança cearense, como Dora Andrade, Rubem Militão, Waneza Menezes, Luís Alexandre, Lolly Pop, Climério Anacé e Lauriane Tremembé. A mediação será de Victor Hugo Portela, também artista da dança e pesquisador.

As discussões iniciam nesta quinta-feira, 5 de agosto, às 19h, com o tema “Resgate de jazz e dança moderna em Fortaleza na década de 1980”. Na semana seguinte, no dia 12, às 19h, é a vez de “Traçados Urbanos de Dança”. As lives se encerram na quarta-feira, 18, também às 19h, com o debate “Danças dos povos indígenas do Ceará”. Todas as lives serão transmitidas no Canal do YouTube da Escola Porto Iracema das Artes.

A ação é parte da pesquisa que Victor Hugo vem realizando nos últimos quatro anos. Nessas investigações, o pesquisador tem se dedicado às histórias plurais que encontra, distanciando-se de perspectivas universais de história e de dança. “Eu quero que mais pessoas se interessem pela história das danças do Ceará na sua multiplicidade. Entendendo que são muitas danças que constroem histórias, tudo no plural. Porque é plural mesmo. Há diversas formas de fazer história, há diversas formas de fazer dança, e isso é importante”, explica.

A ação inaugura uma nova parceria da Prodança (Associação de Bailarinos, Coreógrafos e Professores de Dança do Ceará) com a Porto Iracema das Artes, que sediará a partir do segundo semestre deste ano os encontros do grupo de estudos “Dossiê para uma historiografia das danças do Ceará”, promovido pela associação e coordenado por Victor Hugo. Em breve, os horários e o formulário de inscrições para participar do grupo serão divulgados.

A nova coordenadora do Curso Técnico e do Laboratório de Dança, Marise Léo, comenta a importância da iniciativa no mês de agosto. “A melhor maneira de comemorar o aniversário de 8 anos desse importante espaço de arte na cidade, que é o Porto Iracema, é selando parcerias, constituindo os lugares de partilha e escuta para a diversidade e o encantamento da contação das nossas histórias cearenses de dança”, destaca.

Confira, a seguir, a agenda de lives do Entre Telas Dança – “Traçados de dança no tempo: perspectivas do Ceará”

  • “Traçados de dança no tempo: perspectivas do Ceará” – Resgate de jazz e dança moderna em Fortaleza na década de 1980

05 de agosto | Quinta-feira | 19h
Com Dora Andrade, Rubem Militão e Waneza Menezes
Mediação: Victor Hugo Portela

  • “Traçados Urbanos de dança”

12 de agosto | Quinta-feira | 19h
Com Luís Alexandre, Lolly Pop
Mediação: Victor Hugo Portela

  • “Traçados de dança no tempo: perspectivas do Ceará” – Danças dos povos indígenas do Ceará

18 de agosto | Quarta-feira | 19h
Com Climério Anacé e Lauriane Tremembé
Mediação: Victor Hugo Portela

Sobre “Traçados de dança no tempo: perspectivas do Ceará”
Traçados de dança no tempo é um convite para ouvirmos histórias de danças do nosso Estado, trazendo para três rodas de conversa narrativas dos próprios agentes envolvidos nos seus contextos. Essa proposta, em parceria com a coordenação de dança do Porto Iracema das Artes, integra a pesquisa do artista da dança e pesquisador Victor Hugo Portela, que tem se dedicado nos últimos quatro anos a investigar histórias de danças do Ceará. Histórias no plural é uma escolha que considera multiplicidade de fazeres e existências se distanciando de qualquer perspectiva universal de história e de dança.

Sobre o Entre Telas
O Entre Telas – Dança é uma das programações virtuais da Escola Porto Iracema criadas para o período de distanciamento social, iniciado em 2020 por causa da pandemia de covid-19, e propõe debates nas redes sociais da Escola sobre diversas linguagens artísticas, com participação de artistas e pesquisadores que discutem a produção e a criação artística a partir de seus contextos.

Sobre os convidados
Waneza Menezes

Bailarina, professora de dança, coreógrafa, cantora, compositora, e artesã. Proprietária de várias escolas de dança desde os anos 1980: centro de ‘Dança Waneza Dolores “em Pacatuba/ CE, “Mexa-se, academia de dança” em Fortaleza/CE, “Centro de Dança Waneza Menezes” em Parnaíba /PI , Escola de Dança em Itapipoca/ CE.

Rubem Militão
Rubem Militão é bailarino e professor de dança. Iniciou seus estudos em dança clássica com Hugo Bianchi na década de 1970. Foi professor do CGD – Centro de Ginástica Desportiva na mesma década e manteve por três anos um espaço de dança na capital do Ceará chamado Dance Center Rubem Militão. É um dos nomes responsáveis pela inserção do jazz na cidade de Fortaleza no final dos anos 1980. Reside em Natal(RN)desde 1983.

Dora Andrade
A bailarina e coreógrafa cearense Dora Andrade, Começou sua trajetória aos 10 anos de idade, com aulas de balé clássico, no Theatro José de Alencar, tendo como mestre Hugo Bianchi. Fora do país, nos Estados Unidos, teve aulas no Minnesota Dance e Jazz Music Company, e em Paris, no Peter Goss Center. De volta a Fortaleza, fundou a própria companhia, passando a levar a dança para cidades do interior do Ceará, como Quixadá e Sobral. No final dos anos 1980, em Fortaleza, com o Grupo de Danças Dora Andrade, começou a trabalhar com crianças da periferia, promovendo oficinas temporárias nas comunidades. Era o embrião da EDISCA (Escola de Dança e Integração Social para Crianças e Adolescentes), da qual Dora é a idealizadora e fundadora desde 1991.

Loly Pop
Professor Dançarino e Coreógrafo da Cultura House e Hip Hop. Sua formação e conhecimento nas Danças Urbanas foram por meio de encontros com grupos de danças na periferia de Fortaleza no final dos anos 90. Estudou na Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente – EDISCA, Escola de Dança de Paracuru, Ateliê de Composição Coreográfica e Processos Criativos em Dança, Vila das Artes/UFC e no Colégio de Dança do Ceará. Atuou como bailarino na Paracuru Cia de Dança, dançarino e coreógrafo da Arte em Rua Cia de Dança, dançarino do Ritmo SOUL´TO Cia de Dança, professor e bailarino na Marcelos Move Dance School St, Gallen/Suíça. Atualmente é professor da Fundação Ana Lima/Hapvida, Academia Michele Fontenele, diretor e coreógrafo da Side Project Cia de Dança, Diretor geral do Festival Internacional de Danças Urbanas do Ceará – FIDUC.

Luís Alexandre
Professor, Dançarino, Coreógrafo e Diretor Artístico. Iniciou suas atividades em dança em 1995. Tem um vasto repertório como coreógrafo. Atualmente é diretor e coreografo da Arte em Rua Cia. de Dança, Recentemente produziu dois espetáculos “VETIN” e “BENÇÃO” pela rede cuca e o Espetáculo “INSTINTO” pelo Centro Cultural Bom Jardim. Diretor geral do Festival Internacional de Danças Urbanas na Cena (Fiduc); Coordenador Artístico do Circuito de Danças Urbanas de Fortaleza; Simpósio de Danças Urbanas do Ceará; Diretor geral da Escola Urbana de Dança do Ceará e Coordenador de Artes e Bibliotecas da Rede Cuca.

Lauriane Tremembé
Indígena da etnia Tremembé da Barra do Mundaú, Itapipoca-Ce, artesã, estudante de agronomia na UNILAB- CE, artista do grupo de dança Parente Torém. Ministra cursos e oficinas sobre danças e ritualidades indígenas do Ceará, pesquisando e apresentando sobretudo o Torém, a dança Tremembé.

Climério Anacé
Indígena da etnia Anacé, Caucaia-Ce raizeiro e sacerdote de Umbanda, hipnoterapeuta, tarólogo, artesão. Mestre de Toré, onde através das músicas e danças tradicionais dos povos, repassa para a aldeia e sociedade em geral, o contexto histórico do Toré no Ceará.

Sobre o mediador
Victor Hugo Portela é artista da dança, pesquisador de história da dança e ativista da cultura. Coordenador do grupo de estudos “Dossiê para uma historiografia de danças do Ceará”; do “Curso de Iniciação em Dança Contemporânea” e da residência coreográfica “Ponto de Encontro e Abandono”. Participa de bancas de seleção e de equipes de curadoria como: Curso Profissionalizante em Dança da Funceb-BA (2018); Mostra MovimentarCE (2019) e Nós no Batente (2020). Foi representante da Dança no CMPC – Fortaleza(2017 -2018); Integra a gestão atual da Associação Prodança. É Licenciado em Teatro (IFCE), Técnico em Dança (SENAC) e Mestre em Dança (UFBA).

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